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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CHELIDONIUM MAJUS E SUA PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA

CHELIDONIUM MAJUS  
Uma personalidade sem artifícios


Chelidonium majus vista sob o olhar físico do cotidiano.

Doenças crônicas do fígado, como hepatite crônica evoluindo para cirrose. Lateralidade direita acentuada de qualquer doença, icterícia, inflamação dos rins, dor de estômago que é temporariamente aliviada ao comer, bílis em abundância. Todas as doenças em que existam sintomas biliosos ou hepáticos, em especial nas pneumonias e broncopneumonias.


Traçar os principais estados psicológicos ou reações emocionais de uma personalidade não é fácil. Entretanto é possível. A estrutura emocional, psicologicamente falando, diz que ele não tem evasivas, não corre do confronto direto sendo bastante pragmático seu estado de enfrentamento das coisas acaba por derrubar o fígado e suas funções, deixa suas marcas emocionais na pele e se realça nos gostos alimentares.

O que seria isso? A cor dessa plantinha é a amarela, pois bem, essa cor estará marcada na pele, nos dentes, na língua dessa personalidade. Quanto ao alimento é simples e direto: amo leite e odeio queijo, manteiga, coalhada e derivados do leite, mas sinto muito desejo em tomar leite, quanto ao resto tenho repugnância  e aversão.

Chelidonium tem ansiedade pelos outros, tem ansiedade de consciência, acha que cometeu algum crime, tem certeza disso, entretanto, sua maior marca é a de um ditador, um dominador. Esse sistema rígido leve a complicação de várias estruturas e várias doenças. Esquece o que fez e esquece o que vai fazer com muita facilidade. Todas seguem a linha principal, inclusive seu medo, ele teme pela saúde, mas teme que ele mesmo a tenha estragado, não culpa coisas e nem pessoas, acha que ele mesmo causou o prejuízo a sua saúde, que ele foi o responsável pelo seu fim. Isso é tão forte que ele chega a imaginar o fim da sua própria saúde. Tem certeza que ficará louco e que acabou de vez com sua saúde. Ofende-se facilmente, claro, qual o ditador que não.

Seu lado de eleição é o direito e isso é realmente notado. Dor no joelho e no ombro direito, nevralgia do lado direito, dor em vesícula biliar que se estende à escápula direita, dor nas costas irradiando para o ombro direito (como sanguinária).

Isso de um lado sim e o outro não são marcantes nessa personalidade, uma extremidade quente e a outra fria, frio em uma mão e a outra quente. Uma orelha fria e a outra quente. 


Quando falamos da coloração, é verdade, a língua é amarela, o nariz amarelo, a pele amarela, as fezes amarelas, o rosto é amarelado, as feridas são em pústulas amarelas.

Quando se dita uma regra pra própria vida, a coisa fica difícil, é isso que acontece com a personalidade de Chelidonium, ele sente cheiro de fezes o tempo todo, do tipo enxofre e acaba se impressionando com isso, sonha com cadáveres e funerais, sendo que seu sono não repara o desgaste.

Náuseas, Anorexia, Distúrbios de fígado e vesícula biliar, Hepatite, dor no estômago. Junte isso, sabemos que é assim que todo mundo reclama, junte a coloração da qual essa personalidade não escapa. Já temos um bom começo. A mágoa parece estar presente. Lycopodium sempre foi considerado seu complementar e sua medicação seguinte, Bryonia com suas fortes raízes e coloração também deve ser cuidadosamente analisadas. Entretanto a rigidez do Arsênico pode complementar definitivamente essa personalidade. Ambas são fortes e tem em comum a grande possibilidade do comando organizado e dinâmico. Esse é o lado bom dessa personalidade.

Quando o equilíbrio se estabelece, ante qualquer doença, ele traz a resolução de conflitos pessoais, sociais e físicos. Chelidonium não muito usado, é muito confundido e pouco aproveitado no seu potencial individual. Vale a pena prestar atenção nele.


Em forma de chá ... eis a ERVA ANDORINHA, usada para as seguintes enfermidades:
Acne, ansiedade, artrite, asma brônquica, bronquite, cãibras no estômago, enxaqueca, cálculos biliares, calos, câncer de pele, chagas ulceradas, congestão hepática, doenças da pele, dores reumáticas, catarata, intestinais, vesiculares e de cabeça, eczemas, hepatite, icterícia (raiz), impigem (dermatoses), feridas supuradas, gota, hepatite, hidropsia, hipertensão arterial, inflamação nos olhos e vesícula biliar, choques anafiláticos, males da pele, manchas de pele, oftalmias, problemas hepáticos, psoríase, espasmos musculares, úlceras escrofulosas, escorbúticas e de feridas velhas, verrugas.

Cabe-nos ressaltar que é sempre bom observar o uso natural das plantas que muito contribuíram para as descobertas da Homeopatia vegetal e que devem ocupar seu devido lugar e terem seu devido valor.
Homeopatas dos Pés Descalços

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PARREIRA BRAVA – ABUTUA




Eis uma amiga dos mais simples. Homens e mulheres recorrem a essa homeopatia para sanar problemas relativamente comuns e com grande eficiência ela está marcando ponto. Estamos falando da Abutua ou Parreira Brava, quase mato pelas bandas do Brasil.

Mais usada em chá ou tintura, ela vem como um reforço nas dores e cólicas que antecedem e precedem a expulsão dos cálculos renais. Alivia dores no conduto urinário e nas cistites.

No caso da cistite, as dores são violentas, com cheiro de amoníaco e com muita, mais muita dor e ardência.
Nas hipertrofias da próstata seus resultados na medicina popular e na Homeopatia na DH5 – segundo Nilo Cairo é usado com sucesso.                 
             

As dores violentas nos músculos e as hidropisias generalizadas também merecem a atenção do uso da Parreira Brava.

Vale lembrar de Sépia e Berberis quando ocorrem essas urgências acima descritas, pois, a  Parreira Brava poderá ter sua importância devida no combate a esses tipos de incômodo.

Lembramos, entretanto que cólicas renais e expulsões de cálculos devem sempre ter o acompanhamento médico devido. A Parreira Brava assim como muitas homeopatias de plantas ou Homeopatia Vegetal, vão seguindo a linha da ajuda segura e sempre voltada aos mais necessitados, por se tratar de fácil uso.

Homeopatas dos Pés Descalços

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PANACÉA ARVENSES

PANACEA ARVENSIS OU AZOUGUE DOS POBRES


Boericke é o responsável pelo que mais se lê sobre essa planta, entretanto foi o Dr. MURE que a introduziu na matéria médica homeopática.

Seu principal sintoma relatado é uma forte dor sobre a região gástrica, fato que não vem sozinho. Existe em conjunto uma vontade enorme de comer, uma fome quase incontrolável, entretanto a aversão aos alimentos e a comer, segue no mesmo rumo.

Normalmente usado em forma de tintura mãe ou no extrato fluido a D3.


Entretanto a tal famosa Panacéia - é a Solanum cernuum vell - com a foto logo em cima. Ela justifica o nome. O chá, como é mais conhecida no Brasil, limpa o corpo e os intestinos, deixa os rins em perfeito estado. De forma bem tradicional, só se toma a erva seca, dizem os masi velhos que suas folhas frescas são tôxicas. Gravidas não podem usar nem de um jeito e nem de outro.
Todo o abuso alimentar preso nos intestinos é eliminado quando se toma esse chá.


O nome Panacéia acompanha muitas ervas, tanto que estes são os escritos masi antigos sobre a planta sagrada. qual delas? isso não sabemos. O Tabaco também já foi considerado uma panacéia e a Ignatia idem.

Homeopatas dos Pés Descalços

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

FILIS MAS. (Feto macho)

FILIS MAS.
(Feto macho)



Feto-Macho (Dryopteris filis-mas) - Família das polipodiáceas. Seu rizoma contém substâncias usadas no combate a tênias e lombrigas.

No interior do país, existem várias versões de uso dessa planta comumente chamada de samambaia. O Filis Mas. ganha, no entanto o uso específico para prisão de ventre, que venha acompanhada da Tênia e seus sintomas. De um modo geral todo e qualquer sintoma ligado a vermes, os calafrios, as coceiras no anús, a mudança específica das fezes.


Existem também duas referencias claras sobre o uso para tratamento Das Inflamações tórpidas das glândulas linfáticas e para Ambliopia monocular.


O uso em saladas, chás e tinturas, além das versões na 1ª e na 3ª recomendadas dentro da homeopatia – Nilo Cairo/pag 355. * Não pratique a auto medicação, consulte um Homeopata primeiro.

Homeopatas dos Pés Descalços

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

 
 
 
Dr Luís Augusto Caldas
Neurologista e Homeopata

Como a Homeopatia é uma especialidade médica pouco conhecida em sua profundidade e tradicionalmente usada nas famílias, para tratamento doméstico, receitada pelas vovós, surgiram versões distorcidas, populares, do que vem a ser esta especialidade. Tais equívocos foram pouco a pouco sendo incorporados à especialidade, tanto por intermédio dos leigos quanto entre alguns médicos alopatas, e viraram tradição. Lamentavelmente, ainda hoje os homeopatas têm de lidar com mais esta dificuldade em sua especialidade.
 
Com o fim de desmistificar o que dizem sobre a ciência homeopática, relaciono, a seguir, os mitos e lendas que persistem:

1º A HOMEOPATIA É LENTA EM SUA AÇÃO.


Creio que esta idéia surgiu exatamente por causa do receituário homeopático popular. As pessoas, no século XIX e ainda em nossos dias, sempre tiveram a tendência à auto-medicação ou, o que dá no mesmo, ao tratamento doméstico das enfermidades, reservando a presença do médico para os casos mais graves. Nossas avós escolheram o tratamento homeopático por causa de sua aparente ausência de efeitos colaterais imediatos, quando comparado com as drogas mais agressivas da alopatia. Algumas farmácias homeopáticas antigas, vendo uma fonte de lucro nas receitas populares, trataram de incentiva-la, montando, inclusive, para venda, caixinhas dos remédios mais comuns e “dicas” de suas principais indicações. Sem dúvida, essas caixinhas eram úteis em um primeiro momento, quando o remédio atuava. Porém, por conta da multiplicidade de efeitos dos remédios homeopáticos, em vários órgãos e sistemas, e das peculiaridades necessárias para receita-los bem, as boas velhinhas erravam muito em suas prescrições, pelos motivos expostos abaixo:

Na Homeopatia, temos o remédio perfeita e individualmente indicado no tratamento e que cura desde a mente até o corpo – o simillimum. Se a indicação do remédio não o relaciona exatamente com o doente, qual chave na fechadura, a cura não se apresenta, embora possa haver uma certa melhora da doença – temos aí o remédio que chamamos de similar. Quando o medicamento está tão mal indicado que em nada se parece com as queixas dos enfermos, eles só pioram ou, no mínimo, nenhum distúrbio perceptível acontece.

Nos pacientes que tomam seus remédios perfeitamente indicados, a cura é muito rápida, se houver, no doente, boa vitalidade. Existem casos, porém, em que a enfermidade está há anos infiltrando no organismo das pessoas, ajudada pelas supressões (vide artigo específico neste blog), supressões estas que são feitas por conta própria e com a ajuda involuntária dos alopatas. Seria impossível eliminar as doenças, assim tão enraizadas, de um momento para o outro, e faz-se necessário um tratamento mais ou menos prolongado para desalojar o mal. Aí está um dos pontos mais difíceis de serem entendidos pelos leigos, acostumados que estão com as receitas alopáticas, cujo objetivo é combater UMA doença específica, não à totalidade dos males de algum paciente. Podemos comparar a dois operários, um muito lento e preguiçoso e outro bastante ágil e atuante. Digamos que a escala de serviços colocou o operário preguiçoso para construir uma pequena parede de tijolos, com um metro de extensão. Já o operário ativo foi posto para erguer outra parede de tijolos, com 50 metros de extensão. Apesar das características opostas dos dois trabalhadores, é bem provável que o preguiçoso termine primeiro sua obrigação. Em um olhar superficial, o bom operário seria tido como lento pois, ao final do dia, ainda não concluira sua parede, enquanto seu colega já estava de banho tomado e cartão de ponto na mão, doido para sair correndo para casa.

Portanto, as prescrições homeopáticas erradas de nossas vovós e, o que é pior, de muitos médicos mal-preparados, jamais curam, quando muito propiciam pequenas melhoras e as doenças demoram um longo período ativas antes de serem suprimidas. Além disto, as receitas corretas, como referi acima, feitas por bons homeopatas, vão fundo nos enfermos e, aí, passam a debelar os males presentes, etapa por etapa, até chegarem à cura desejada, necessitando, para isto, algum tempo, tão mais longo quanto mais antiga for a doença. E, ainda mais, nesse processo de cura, pode-se presenciar pequenas reações, chamadas de agravações homeopáticas, além de breves passagens dos doentes pelos antigos males que tiveram na vida (Lei de Hering), situações estas importantíssimas para a cura e que são desastrosamente medicadas por mãos inábeis. Não é de admirar, por tudo isto, que um tempo mais dilatado, às vezes, será necessário para se curar alguém, mas curar realmente, em sua totalidade, não apenas fazer uma ou outra doença sumir. Entretanto, em se tratando de doenças agudas, como gripes, infecções urinárias, pneumonias etc, o tratamento homeopático mostra toda a sua velocidade de ação, às vezes superior aos antibióticos e antinflamatórios tão endeusados em nossos dias.

Assim, nos casos crônicos, não é a Homeopatia que pode ser acusada de lenta mas, sim, é a doença que está profundamente instalada no organismo, manifestando-se ora com uma denominação, ora com outra e sendo, no fundo, uma só enfermidade, conforme assinalei em artigos adiante.

2º A HOMEOPATIA É ÚTIL PARA ALGUMAS DOENÇAS, MAS É FRACA PARA OUTRAS.


Quem diz isso mostra bem o seu total desconhecimento do assunto. Já soube de alguns alopatas que assim “orientaram” seus pacientes: “Para alergia a homeopatia serve, mas nem pense em tratar de otites com um homeopata. Só vai continuar piorando”. Falam desta forma e nunca leram um compêndio homeopático ou observaram, com isenção, os resultados obtidos. É assustador... Em meus anos de prática homeopática já tratei de enfermidades as mais variadas, com sucesso em grande parte delas, graças a Deus, e esta casuística não é exclusividade minha, pode ser dividida com a maioria dos homeopatas de todo o planeta.

3º A HOMEOPATIA É UM TRATAMENTO À BASE DE PLANTAS.
Errado. Usam-se os três reinos da Natureza na elaboração dos remédios homeopáticos – mineral, vegetal e animal (vide artigo adiante). 
 
Exemplos: Calcarea sulphurica – mineral, Lycopodium – vegetal, Lachesis – animal.
A especialidade médica que utiliza somente plantas como remédios denomina-se Fitoterapia e é um ramo da alopatia, nada tem com a homeopatia. Chás e tinturas não são remédios homeopáticos.

4º A HOMEOPATIA É COMPLICADA DE USAR PORQUE SE FAZ NECESSÁRIO TOMAR OS REMÉDIOS MUITAS VEZES AO DIA.

A que Homeopatia alguém que assim fala está se referindo?
Infelizmente, existem duas Homeopatias: a pluralista e a unicista. A pluralista receita mais de um remédio para cada enfermo, enquanto a unicista utiliza somente um remédio, em doses eventuais.
Não deveria haver esta divisão pois a filosofia homeopática é muito clara em seus princípios, mas o ser humano tem sintonias tão fortes com algumas tendências, mesmo dentro da Ciência, que fica difícil mudar seus pontos de vista.
É sabido a irritação de Hahnemann com os homeopatas que praticavam o pluralismo, já naqueles tempos recuados. E com razões lógicas para isto, entre outros motivos pelo fato das ações dos medicamentos homeopáticos serem estabelecidas remédio a remédio, após ingestão de apenas um de cada vez, isoladamente, pelo experimentador sadio, conforme vimos no artigo anterior. Ora, as substâncias mudam de princípios e de ações quando misturadas, o que é fácil de se constatar no dia-a-dia já que, por exemplo, leite é uma substância, café é outra e café-com-leite uma terceira, de sabores e propriedades diferentes entre si. Portanto, é complicado usar os remédios que um homeopata pluralista receita, variados e repetidos ao longo do dia, mas, não, as doses únicas ou pouco freqüentes do medicamento que o homeopata unicista recomenda.

5º FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO E FARMÁCIA HOMEOPÁTICA SÃO A MESMA COISA.

De jeito nenhum. A Farmácia de Manipulação, tão comum no momento, trabalha com substâncias em bruto, recomendadas pela alopatia. Já a Farmácia Homeopática manipula remédios dinamizados, isto é, diluídos e agitados, segundo princípios próprios à especialidade.

Algumas Farmácias de Manipulação estão, também, se dedicando à Homeopatia e, quando fazem esta opção, precisam de pessoal, maquinaria e instalações específicas para este fim, se pretendem produzir remédios de boa qualidade. Seria mesmo absurdo se, em um mesmo espaço, as farmácias manipulassem substâncias cruas e remédios homeopáticos.

Logo, cuidado com suas escolhas. De nada adianta o esforço do médico em receitar um remédio correto se, na farmácia, botam tudo a perder, por má fé, ignorância ou ganância.

"com raras e honrosas excessões encontramos explicações tão claras e objetivas e por isso ficamos felizes. Quando há clareza tudo reluz, quando á obscurantismo nos perdemos - a Homeopatia é feita sobretudo de respeito, sensibilidade, amor e suavidade"
 
HOMEOPATAS DOS PÉS DESCALÇOS

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

FERULA GAUCA E A SUA PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA

SPLINT GLAUCA, BONNAFA, FERULA NAPOLITANA – eis alguns dos seus nomes.


Não é das mais conhecidas, entretanto tem o seu valor. Muitas das medicações dentro da Homeopatia são constituídas de medicações pouco conhecidas e usadas para o grande público. Vai muito da região e de algumas espécies vegetais e animais que só se encontram em algumas partes do mundo. Vamos a ela.

Férula é mais uma que endossa a lista das propensas a AVERSÃO.

AVERSÃO a muita coisa, a sociedade de um modo geral e ao trabalho. Assim sendo, já estabelecemos que convívio com comunidade seja praticamente inexistente. Irritado e impaciente são ligações coerentes dessa aversão.

Possui uma tristeza premente e chora com grande facilidade. Em alguns casos podemos dizer que seja o medo do convívio, mas ele: o medo, como o conhecemos não se aplica aqui. Não gosta e pronto, não se sente bem no meio de pessoas, não fica confortável no trabalho. Repare que em todas as duas situações se encontram – as pessoas.


Repare nela, não nos é tão estranha assim, é que como ela gosta de ser discreta, não a vemos, nem a notamos, mas no fundo sabemos que já a vimos em algum lugar.
Calor, ardor e queimaduras seguidos de dor é a sua marca, em todas as da sua espécie.

Sentir o calor e o queimor em alguma parte do corpo e junto com isso sentir frio em outra.

Sentir como que queimando o couro cabeludo e as pálpebras, coçam os olhos. Do pescoço pra baixo frio.

Dentro do nariz, arde e queima, existe prurido. A boca arde, a língua arde, a dor de garganta é queimante e arde muito pra engolir alguma coisa. O mau hálito sempre acompanha esses sintomas e a tristeza também.

Nas gastralgias, ardor e calor que pioram quando come. Vontade desesperada de beber água e pouco apetite. Peso no hipogástrico. Digestão lenta e arrotos da bílis – com ardor.

Essa matéria não evacua sem antes ter uma crise de cólica – com dores e suas fezes tendem a ser quentes.

A insônia e a inquietação estão presentes no grande calor vulvar com excitação sexual nas mulheres, uma menstruação difícil, quente, contorcida e dolorida acompanha as mulheres. Com noites mal dormidas, resta a essa personalidade o sono durante o dia, dando mais ênfase ao seu isolamento e porque não dizer AVERSÃO para a convivência.

As fezes são amarelas claro, queimantes e aquosas, o catarro amarelo espesso e grosso, quase ácido que queima.
Nos homens existe um comichão no pênis, principalmente a noite, na barba e costeletas aparecem pequenas papulas vermelhas com amarelo bem espesso. São quentes e doem. Tendem a ter inflamações e inchaços na parte subcutânea da pele, especialmente no rosto.


Um sintoma bem comum e estranho são as dores no ciático. Primeiro é bom lembrar que esta personalidade tem como lateralidade “direita”, mas a dor que sente no ciático é fria e acompanha toda a extensão do nervo, no caso o grande ciático.
Nesta medicação o calor marca presença e o frio tende a expor as situações, como no ciático, nas tosses com expectoração, como nas dores sob o quadrante direito do corpo.

Homeopatas dos Pés Descalços

sábado, 17 de setembro de 2011

LATCHO DROM

“Felizes são aqueles que levam consigo uma parte das dores do mundo. Durante a longa caminhada, eles saberão mais coisas sobre a felicidade do que aqueles que a evitam.”
Frase atribuída a Jesus Cristo/Apócrifo.


Nesta existência terrena temos dois momentos dos quais independem de nós...
O primeiro é quando chegamos, e todos que aqui estão chegaram. É a mesma estrada para todos e a chamamos de nascimento. Da mesma forma que bela se apresenta, breve é seu período, se compararmos com a idade dos oceanos, da terra, da lua, dos planetas e das estrelas. 

Num segundo momento a partida, a qual todos nós igualmente estamos sujeitos, e costumamos chamá-la de viajem. Uma viajem para a eternidade.

“Estais preparados,
pois não sabeis quando nem como sereis chamados a partir.
Não penses estar pronto.
Não te iludas, pois
infindável é a preparação.”Trigueirinho”

A marcha das Kalderash/Inglaterra

O dia da partida e o da chegada; são momentos solitários, pertencentes a cada de nós, únicos a cada segundo, impossíveis de serem redesenhados. E um dia, não tão distante, chegará a minha e a sua vez de viajar de volta ao começo.
O mundo continuará o seu ritmo alucinado, a vida vai continuar, as urgências que costumam tomar horas da nossa vida, não terão lugar e nem sentido. O mundo continuará girando e com ele as notícias, as bolsas de valores, a busca pelo emprego, a troca de carro novo e todas as ações diárias que julgamos de suma importância permanecerão.

Só eu e você teremos mudado de foco, estamos partindo, estamos cada um há seu tempo, caminhando para a eternidade e lá nada disso tem valor. Nada e nem ninguém poderá nos acompanhar. Tudo terá ficado pra trás. E é nesse exato instante que saberemos do real valor de todas as coisas. Essa é a hora da colheita. Chamamos de morte.

Um presente nos é dado quando desembarcamos por aqui, temos a possibilidade de construir e plantar, concretizar e reorganizar padrões. Fazemos isso através de atos e ações e essa é a moeda corrente que paga o barqueiro na hora da despedida.
Colheremos aquilo que plantamos, ações tem conseqüências.
O pacote da chegada trás consigo um corpo e uma alma. O corpo define limites, é palpável, a alma não, essa é possuidora de plena liberdade, mas transita dentro do corpo, esperando a hora de novamente alçar vôo.


A alma deverá estar suficientemente forte e bem nutrida para a partida, deverá ter forças para alçar vôo depois de ter ficado confinada ao corpo que por sua vez não consegue mais prosseguir. 

 “É chegada a hora da tua partida, de deixar para trás este corpo mortal, e seguir livre a tua jornada.” 

 “Cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa caminhada e alimentar significados que enchem de sentido a nossa vida, são apenas estes que levaremos conosco até o fim de nossa existência.”

“Significa, especialmente, cuidar da espiritualidade,
que é a capacidade de sentir Deus a partir do coração
e de vê-Lo nascer a cada momento no outro que está à minha frente.”
Leonardo Boff

É o ser e o ter, os direitos e os deveres. Muito se tem falado sobre os “Direitos Humanos” o ter. Entretanto é chegada a hora de pensarmos no ser, nos “Deveres Humanos”.

O dever de ser solidário, de compartilhar, os dons com os quais fomos agraciados pela Vida...
O dever de respeitar as diferenças, compreender com quantas cores Deus pintou o mundo e acolher aquele não é nossa imagem e semelhança ou o que fizemos dela.

O dever humano de amparar o órfão, o idoso, o enfermo, o desamparado...
O dever humano de evitar a propagação da pobreza, da miséria, da fome e da intolerância.
O nosso dever, o meu e o seu de ajudar e socorrer o excluído e as minorias.

 “Se podes olhar, vê.
Se podes ver, repara.”
Livro dos Conselhos

Ao corpo, a matéria é limitada pelas leis do tempo, dos anos e pelo finito.

A alma não, essa pertence a um mundo sem fronteiras, sem limitações, sem gaiolas e sem prisões.  “Num mundo onde as aparências se desmancham, e as essências são reveladas...”

Para o corpo recolhe-se ao pó, cumprindo seu papel de abrigo temporário e necessário do espírito. O espírito segue sua jornada pelos mundos invisíveis, eternos, celestiais.

“O único objetivo da vida no mundo material
é a entrada no mundo da Realidade...”
Dos Escritos da Fé Bahá’í

 

E é assim que compreendemos o nosso trabalho na terra, não sabemos tudo, mas sabemos muito, não podemos tudo, mas estamos dispostas a mudar o rumo dos ventos. Somos o produto das nossas ações. Não é não errar nunca, não é acertar sempre, é simplesmente  continuar andando. É acreditar que apenas uma criança que seja, terá a possibilidade de dizer que alguém, em algum lugar, abriu as cercas de arame. Se ela conseguiu? Essa travessia pertence a cada um, a nossa é abrir caminho.


Muito obrigada a todos que ajudaram na realização do PROJETO KALINKA - CIGANOS NA MINHA ESCOLA: UMA HISTÓRIA INVISÍVEL e que com isso contribuiram para que a ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL MAYLÊ SARA KALÍ seja hoje uma realidade.
Texto/AMSK
Brasil, 17 de Setembro de 2011.
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